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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mudança de curriculono curso de historia da UFS

O Curriculo do curso de História Licenciatura da UFS está em processo de mudança. Neste momento, o FEOP/SE está contribuindo na discussão incentivando o protagonismo estudantil e questionando acerca do conteúdo das disciplinas.

Trouxemos pro Movimento Estudantil de História a experiência que temos das nossas discussões internas do FEOP onde construímos um cartilha com nosso histórico e nossa agenda propositiva em que defendemos:
i) Políticas Públicas de Ações Afirmativas (Lei 73/99);
ii) Assistência Estudantil;
iii) Política Educacional Anti-Racista (implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008);
iv) Revisão do Processo de Acesso a Universidade Pública;
v) Redefinição dos Conteúdos Acadêmicos de Ensino Pesquisa e Extensão;
vi) Revisão de Programas Federais como: Reforma Universitária, REUNI, PROUNI;

Sendo assim, estamos propondo a criação da disciplina HISTÓRIA DA ÁFRICA II como obrigatória do curriculo de história. Atualmente, o Departamento de História defende a inclusão das disciplinas História Antiga II e História Medieval II. Consideramos estas disciplinas importantes, mas não podemos continuar privilegiando um aprofundamento da História da Europa quando temos pouquissímas disciplinas que tratam das história dos outros povos que formaram o povo brasileiro, em especial o povo negro.

Por isso, reforçando a importância de uma Educação Anti-Racista e a implementação das Leis 10.639/93 que obriga o ensino da História e Cultura Afro-brasileira.

a proposta de mudança está aqui
http://umaoutrahistoria-ufs.blogspot.com/2010/04/danilo-feop.html


danilo, feop/se
sencenne coord. geral

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lei de Extensão aprovada no Senado

Podem conferir a noticia no site da UFRB. Ou baixar o arquivo completo neste link.








Enviado por um/a colega da UFBA.
danilo, feop/se
sencenne coord. regional
Link

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A inserção de estudantes de origem popular nos encontros de história

Para: FEMEH – Federeção do Movimento Estudantil de História

06/12/09


O FEOP (Fórum de Estudantes de Origem Popular) é um espaço de discussão e proposição no que tange às questões que envolvem acesso e permanência de estudantes de origem popular (eop's) na universidade pública brasileira. O Fórum congrega em sua maior parte estudantes dos cursos de Licenciatura, inclusive História. Não por coincidência, mas porque em sua maioria, as/os estudantes de origem popular se concentram nos são cursos de menor concorrência no vestibular e, infelizmente, menor pretígio social e remuneração.

Outras características das/os eop's é serem a primeira geração de universitaŕias/os na família; são oriundos/as de espaços populares (periferia, favela, zona rural, entre outros); valorização do saber não-científco; e baixa renda familiar que reflete na dificuldade econômica de se manterem na universidade (transporte, cópia, impressões, alimetação, etc). Neste ponto, se destaca a assistência estudantil1.

Apesar de ser um direito e de ser essencial a muitos estudantes, a assistência estudantil é tratada como assitencialismo e com grande descaso pelos gestores e gestoras das universidades. Mesmo com a luta histórica do movimento estudantil para a efetivação de direitos como casa de estudantes, restaurante universitário, ônibus, copiadora, creche etc, esses direitos nem sempre são garantidos e quando o são é preciso uma luta permanente para mantê-los com qualidade.

Paralelamente, a educação universitária não se limita aos muros da universidade. A participação em atividades extra-curricular como a pesquisa, a extenção, cursos complementares e o movimento estudantil é importante para a formação cidadã e profissional de todos e todas estudantes.

Neste sentido, o Fórum de Estudantes de Origem Popular trás a proposta para a Federação do Movimento Estudantil de História que nos encontros estudantis de história as e os estudantes de origem popular tenham isenção na taxa de inscrição do referente encontro e assim, condições de acompanhar e participar cada vez mais de sua realidade acadêmica e do movimento estudantil, democratizando – de forma prática – o ensino superior2.

O Movimento Estudantil de História – que há muito denuncia a elitização do ensino superior e propõem uma universidade voltada para a classe trabalhadora – não pode se furtar de fazer uma autocrítica e refeltir sobre as diversas medidas de ações afirmativas3 que as universidades brasilieras tem adotado afim de garantir às/aos estudantes de origem popular o direito de cursar e concluir com qualidade o ensino superior. Não será só com discussões, mas com práticas cotidianas que construiremos uma universidade popular e uma sociedade igualitária.


Cordialmente

Danilo Kamarov

Representante nacional do Feop

feop.blogspot.com / feopbrasil@gmail.com


1 Assistência estudantil é um conjunto de princípios e diretrizes que norteiam a implantação de ações para garantir o acesso, a permanência e a conclusão de curso dos estudantes das IFES, na perspectiva de inclusão social, formação ampliada, produção de conhecimento, melhoria do desempenho acadêmico e da qualidade de vida. (Art. 1º , Da Definição e dos Princípios, Cap. I da Proposta de Resolução do Conselho Universitário que estabelece a política de assuntos estudantis da Universidade Federal de Uberlândia – UFU).

2Ver no anexo propostas para efetiva a isenção.

3 As Ações afirmativas constituem medidas especiais e temporárias que buscam remediar um passado discriminatório, objetivam acelerar o processo com o alcance da igualdade substantiva por parte dos grupos socialmente vulneráveis, como as minorias étnicas e raciais, entre outros grupos. (Flávia Piovesan, 2004).



ANEXO 1


PROPOSTA PARA EFETIVAR A ISENÇÃO DE ESTUDANTES DE ORIGEM POPULAR NOS ENCONTROS DE HISTÓRIA


Alguns elementos para nortear a política de isenção:


a) O período de isenção será divulgado e realizado com antecedência.

b) Terá direito à isenção o/a estudante que comprovar mediante declaração da instituição de ensino superior ou da respectiva entidade estudantil representativa na qual reconhece o/a estudante como beneficiária de politica de assistência estudantil ou de ação afirmativa.

As entidades podem ser o FEOP e a SENCE; o Conselho de Residêntes, Associação de Casas de Estudantes, a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, o Departamento Universitário ou órgão institucional equivalente.


domingo, 28 de junho de 2009

Feop/SE no Feop Unirio (RJ) 26/06/09

Não por coincidênicia e nem tão incrível assim, ao me jogar pro Rio de Janeiro acabei caindo de inocente no último dia do ciclo de debates do Feop-Unirio - que foi noticiado aqui.

Infelizmente a Unirio não tem Casa de Estudante. E aí jah está uma pauta unificada do Feop e da Sence. Vamos fortalecer a luta!

Percebi também uma certa aversão à Sence por parte das pessoas que conversei. Não sei se foi coincidencia (os dois que conversei não valorizam a sence) ou se é um pensamento generalizado entre os moradores de casas da UFRJ. É algo a se discutir.
E lá eles chamam de alojamento...

Bem, foi muito legal poder compartilhar a realidade da Unirio e contribuir com a experiência que temos em Sergipe, na UFS.

Discutimos os principais problemas da assistêcia estudantil e fomos além porque também há uma enorme deficiência na assistência ao e à estudante.
Quando receber a relatoria posto no blog, mas deixo já algumas questões
1. Não há bandejão. Apesar do compromisso durante a ocupação de 2004 (!!!) e da promessa de começar as obras que já está atrazada em 3 meses não há perspectiva de início. Pior, o projeto de Assistência à/ao Estudantes com o bandejão (restaurante para todoso os estudantes) foi alterado arbritariamente para Assistência Estudantil com o restaurante escola (atenderia apenas à/aos eop's)
2. Biblioteca defasada e burocrática demais. Isso acaba afastando os e as estudantes de lá.
3. Transporte intercampi ineficiente. Por exemplo, a aula começa 8h e o busão sai 8h!! As e os alunos chegam às 9h ¬¬ um ônibus foi comprado e não pode rodar porque não tem seguro, mas os carros da reitora foram comprados juntos e já tem seguro.
4. Não tem Residência Universitária e nem se fala nisso. Pior é a pova tem uma baita necessidade, seja quem vem de longe do RJ e mais ainda quem vem de outras cidades! É urgente abrir e fortalecer a discussão.

Tem outros pontos, mas pelo que me lembro estes são os essenciais.

Há pautas reais como restaurante e transporte e isso é um ótimo começo pro movimento estudantil.

Força na luta, todos e todas!!

danilo, feop/se
sencenne sec genero

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Feop relatoria reunião virtual 23-05-09 II feop regional ne

Eaê ferinhas!!

Esta reunião não foi planejada!
Foi explicado e encaminhado pontos referentes à realização do II Feop regional NE.
Desculpem a demora de repassar, mas taí!!

Não deixem de ler o histórico da SENCE!!
danilo

Presentes: Valesca (Feop/RN), Jeff (Residente UFRN), Dennys (), Gilney (Univasf), Danilo (Feop/SE)

Pauta: operacionalização do II Regional do Feop Nordeste em parceria com o XIII Ennece

Encaminhamentos:
= Garantir o encontro é fazer com que os movimentos da UFRN , Sence e Feop se (re)conheçam.
= Dennys responsável por fazer a intermediação dos dois coletivos.
= Saber quem da UFRN vai para o pré-ennece em Feira de Santana.
= Abrir o diálogo de forma que no pré-ennece a programação possa ser discutida em torno dos dois grupos.
= Ler o documento com o histórico do Movimento de Casas.
http://sencebrasil.blogspot.com/search/label/Hist%C3%B3rico%20da%20SENCE

danilo, feop/se
sennece sec genero

terça-feira, 19 de maio de 2009

feop relatoria da reuniao 16-05-09

Presentes: Danilo (feop/se), Elcio (feop/ RJ), Rita (feop/BA), Anna (Feop/PE), Francini (feop/RO), Alemmar (Feop/RO), Renato (Feop/RJ), Gilney (Feop/PE)

Pauta:
1.Informes do Edital;
2.Saber quem são os representantes numa possível reunião da Secad;
3.Parceira com SENCE;
4.Organização dos feop´s locais;
5.Feop no CNE e CONUME.

Encaminhamentos:
= O Edital não sairá pela Lei de Estágio. O pagamento sairá pelas rubricas de cada ifes trabalha.

= Trabalhar em cima do Abaixo Assinado buscando chamar a atenção para a Lei de Extensão. O modelo está finalizado, está na lista, mas será reenca-minhado outra vez em breve.
= Cada feop local digitalizar as folhas assinadas e enviar as cópias materiais e digitais para a comissão responsável.
= É necessário algum Feop local para se responsabilizar como comissão pela concentração das cópias do abaixo assinado.

= Reforçado que os feop’s locais se realizem em Agosto deste ano 2009.

= Representantes numa provável reunião da secad:
Rregionais -> Feop/Unir (N) Danilo (NE), Sabrina (SE) e Rogério (S);
Locais -> Feop/Univasf e Feop/RN.
= Confirmação das/os representantes com a máxima urgência!!

= Elaborar texto reforçando a importância desta reunião e se antecipando na sugestão da representação estudantil.

Infelizmente a energia acabou e sai antes de terminar. Creio que tenha sido interrompida. Uma pena, pois estava fluindo legal.
E aqui fica o toque, teremos mais reunião por esses dias, então sugiram data e horário, ok?

relatoria por danilo, feop/se

terça-feira, 5 de maio de 2009

Relatoria da reuniao on line 04-05-09

A pauta da reunião foi a seguinte:
1 – Informes
2 – Mobilização pra aprovar Lei de Extensão
3 – discutir participação no CNE e tese sobre Assistência Estudantil
4 – O que ocorrer

Presentes: Andrea (Feop/UFMA), Danilo (Feop/SE), Taty (Feop/UFSC), Marcelly (Feop/RJ), Geciana (Feop/Univasf), Rosiane (Feop/UFMA), Iljorvânio (Feop/UFES), Luiz (UFRN).

1 – Informes:
Geciana: na Univasf tenta-se marcar uma reunião do feop com as/os demais estudantes de origem popular que não foram para o III Encontro Nacional, mas não se consegue. Sugeriu-se começar a discutir com quem estiver disposto/a, infelizmente um grupo pequeno sempre começa para depois mais gente se juntar.

Iljorvânio: peço desculpas a todas/os pela ausência nas discussões mas é porque estamos vivendo uma situação delicada aqui no conexões ufes...

Taty: aqui em floripa estou começando uma aproximação com o pessoal da juventude negra.

Marcelly: está sendo organizando para junho o próximo FEOP RJ, e até onde sei será no pré vestibular q a Sabrina coordena. A temática deste será sobre as cotas, acho q é algo sobre "Pra que cotas?" Será no formato que vocês conhecem, mesas de debate e talvez gt.

Danilo: vejam a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã de 1791 durante a revolução francesa:
http://feop.blogspot.com/2009/05/declaracao-dos-direitos-da-mulher-e-da.html


2 – discutir participação no CNE e tese sobre Assistência Estudantiil
Destacamos a importância de se ocupar todos os espaços para darmos visibilidade às/aos estudantes de origem popula (eop's) e sermos ouvidas/os.
Sendo assim, encaminhamos: participar do CNE, ver como anda a mobilização em cada IFES/estado pro CNE, saber disponibilidade do Feop/RJ e de outras/os eop's. Discutir depois se apresenta tese e as formas de nos financiarmos.

3 – Mobilização pra aprovar Lei de Extensão
Destacamos que é preciso darmos visibilidade a esta questão.
Sendo assim encamihamos: realização dos feop locais até 1ª quinzena de agosto tendo como um dos eixos de discussão a Lei de Extensão, realização de um dia de mobilização nacional pela Lei de Extensão para 2ª quinzena de agosto (fechar data em julho).

Lembro que temos um abaixo assinado em defesa da Lei de extensão. Acessem aqui:
http://www.flyupload.com/?fid=621870015
E que a proposta dos feop locais e do Dia em Defesa da Lei de Extensão podemos levar para os congressos do CNE e do CONUNE, que são em junho e julho...

A luta está colocada, e vamos com tudo!!

danilo, ufs

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Primeiro Final de Semana de Mídia Livre do Pantanal – 25 e 26/04/09

Este projeto foi um convite do grupo CHAMA em parceria com o Projeto Olhar Cidadão, idealizado pelo fotógrafo Lúcio Telles, com a Faculdade Sergipana - Faser desenvolverem atividades na comunidade do Pantanal. Essa comunidade é palco de grande desigualdade social, visto que é próxima a duas áreas nobres de Aracaju enquanto as próprias condições básicas de habitação não existem. Por outro lado, como toda comunidade popular, tem sua riqueza e beleza particular que são muito maiores que os problemas sociais.

O Projeto é realizado num galpão alugado. O CHAMA é desenvolvido pela comunidade local através dos músicos da banda de reggae Oganjah e pela Tia Dora.

Sábado, 25.04.09
As atividades estavam previstas para começar às 9h. A proposta é produzir com as crianças máquinas fotográficas caseiras (Pinhole) e tirar fotos da comunidade. Por conta do trabalho só pudi chegar 10:15h. Neste momento perguntava-se às crianças o que elas iriam fotografar de alegre ou de triste na comunidade. Bem tímidas, elas foram falando aos poucos. Falou-se da família, do rio Poxim que está poluído e da própria oficina que eles estão participando.

Também perguntou-se o que as crianças viam na tevê quando falava do Pantanal. Constatou-se que mostra muita violência, mas será que é só isso que tem na comunidade? Se elas fossem fazer um jornal o que haveria nele? A proposta então é que se faça um jornal da comunidade, pois quem sabe falar da comunidade é ela mesma, são as pessoas que nela moram.

Depois as crianças olharam na caixa escura como a camara capta a imagem a ser fotografada e que ela aparece invertida.
No período da tarde fizemos as máquinas fotográficas caseiras, ou Pinhole. O processo de fabricação é mais ou menos o seguinte: pega-se uma caixa de fósforo e pinta a parte de dentro com tinta preta, inclusive a parte de encaixe. Esta parte de encaixe deve ter o seu fundo recortado. Corta-se um pedaço de lata de alumínio (refrigerante) do tamanho da caixa de fósforo e nela faz um pequeno furo com uma agulha – não deve passar a agulha toda (Pinhole = buraco de agulha). Em seguida, faz um pequeno buraco na parte de cima da caixa de fósforo. O pedaço da lata de alumínio deve ser encaixado na parte de cima da caixa de fósforo de modo que os dois buracos permitam a passagem de luz – prende-se com fita isolante. Feito isso, colocamos os dois rolos de filmes, o novo e o usado. Para tanto, coloca-se a caixa de fósforo com o lado do furo para a frente, o filme novo fica na direita e deve ser desenrolado de modo que passe por dentro da caixa de fósforo, ainda sem a parte do encaixe. Depois, com a fita isolante, unifica os dois filmes e enrola o usado até o novo entrar nele. Acabada essa parte, insere o encaixe da caixa de fósforo e isola-se toda a caixa com fita isolante. Por fim, faz-se com a fita isolante um pequeno lacre que fechará e abrirá o furo da caixa de fósforo expondo ou não à luz.
Destacou-se também a importância dessa troca de saberes entre a academia e a comunidade. A idéia é fazer deste projeto de dois dias em uma ação permanente. É muito bom e enriquecedor para quem vem a desenvolve a atividade – mas é cruel para quem fica na comunidade se ela não tiver continuidade. É como ter um banquete em um dia e no outro passar fome. Os outros convidados que façam qualquer outra atividade que queiram ministrar é só falar, pois pretende-se fazer atividades uma vez a cada dois meses, ou por mês. Dependendo da quantidade de oficinas, alterna-se os ministrantes, mas a comunidade tem uma agenda permanente.
Encerramos as atividades pouco depois das 17h.

Domingo, 26.04.09
Começamos as atividades por volta das 10h. Foi mostrado como é o funcionamento da máquina fotográfica caseira: cada uma delas tem um número escrito, dois ou quatro, que representa o tempo que a máquina deve estar exposta à luz para que a fotografia seja feita. Após a foto ser tirada deve-se girar o filme. Também foi enfatizado que a foto deve ser feita em superfícies planas, para evitar que sai tremida a foto. As pessoas que fossem ser fotografadas também deveriam se manter paradas.
Por fim, antes de sairmos à comunidade para fotografar, lembrou-se que há poucas fotos (cerca de 10) a serem tiradas, então que se escolhe-se bem o que ia fotografar. E que hoje é o dia mundial do Pinhole, que esta atividade está se realizando em diversos lugares do mundo como Ucrânia, Alemanha, Japão e também aqui no Pantanal. Esta arte é valorizada por ser feita com material reciclado e ser mais acessível à todas/os.

As crianças foram acompanhadas por um/a responsável que auxiliou. Foram tiradas fotos de cavalos, do rio, de flores, de familiares, etc. Depois voltamos ao galpão da CHAMA ou da Tia Dora, como é conhecido. As crianças devolveram as máquinas. Dia 16/05 ocorrerá o Varal Fotográfico: uma exposição das fotos que foram tiradas.
Enquanto fazíamos as fotos na comunidade, quem não participou ontem ou não tinha uma máquina fotográfica caseira ficou fazendo o fanzine, o jornal do Pantanal. Quase todos os textos foram escritos pelas crianças. A idéia é tirar cópia e distribuir na comunidade. Os textos fazem referências às ruas, pessoas e locais do Pantanal para que a comunidade se sinta representada, se reconheça no fanzine.
Avaliando o Primeiro Final de Semana de Mídia Livre do Pantanal podemos dizer que foi um sucesso. Crianças da comunidade que nos outros projetos não se interessaram, neste apareceram. Houve uma boa interação entre as crianças e adultos que não eram da comunidade. As crianças se empenharam e compreenderam bem a atividade que estavam desenvolvendo, tanto a questão técnica de produzir uma máquina fotográfica caseira com material reciclado, quanto a questão pedagógica de que a comunidade pode falar dela mesma e não apenas agentes externos, como acontece na grande mídia.

Relatoria por Danilo Kamarov
Fórum de Estudantes de Origem Popular

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Situação da UFPI por Wolmar

Nós aqui em Teresina estamos com o Programa em estado muito delicado, as nossas atividades estão paralisadas: Uma nova gestão assumiu a Pró-Reitoria e não está sabendo administrar o repasse dos recursos para os bolsistas, ou seja, é mais uma questão admnistrativa que não está entrando em acordo, deixando os bolsistas e todos os projetos estagnados e isso inclui o Pré-Vestibular Popular do Piauí: PREPPI.

Sabemos que os bolsistas obedecem aos critérios de avaliação do Projeto, que admite que o estudante entre no programa obedecendo alguns critérios estabelecidos pelo Conexões, por isso os conexistas não conseguem realizar suas atividades porque dependem dos recursos que o Programa Conexões oferece e, como os bolsistas estão sem receber, não conseguem dar continuidade aos projetos.

Danilo, é isso que está acontecendo. Mais uma vez desculpe a demora em enviar uma resposta a você. Se você tiver alguma sugestão, estarei aberto.
Abraço em você.

E-mail enviado por Wolmar de Carvalho, representante local do Feop-PI
---
danilo, ufs
fneop

feop reuniao on line - situacao do edital - 18-04-09

Acessem os arquivos da reunião na Secad em 30.04.09 e mais o arquivo completo da reunião on line das/os bolsistas
http://www.flyupload.com/?fid=417612798

Resumo da reunião on line

Danilo Historia UFS diz: então amigas/os, vcs leram o relatorio que fiz da reuniao na secad sobre o edital? Pra Leonor, esse é um momento crítico. O conexões pode acabar. E aê, como nós ficamos? Isso porque é o segundo ano tentando uma legislação específica pra extensão, é final do governo lula, etc. Isso é crítico. E mais, o Edital será lançado com base na Lei e Estágio, vcs entenderam a problemática? Assim, pro bolsista fazer parte do conex, ou seja, da extensão, é preciso que o curso reconheça a extensão como estágio

Sabrina-Unirio diz: estava conversamos a respeito disso com bolsistas de enfermagem que estão com problemas burocráticos, quanto o projeto pedagógico do curso

Danilo Historia UFS diz: caso o projeto pedagógico não preveja isso, é preciso defender no colegiado de curso essa mudança. Nosso desafio agora é mapear os cursos, TODOS os cursos da universidade, e os que naum forem compatíveis, defender a mudança. Isso é uma atribuição da coordenação, mas se deixarmos por conta delas pode ser que naum ande. Então as/os bolsistas precisam aderir a esta discussão

Ariii UFRGS diz: hum... bom defendo é uma forma além de garantir q a extensão se fortaleça tb vai fazer com que qualquer aluno de qualquer curso possa participar do Conex.....

Danilo Historia UFS diz: na verdade, precismos de uma lei que regulamente a extensão, e naum nos apoiarmos na lei de estágio. Mas temos o problema que ninguém defende de forma concreta e real a Lei de Extensão. Também precisamos sensibilizar a pro-reitoria de extensão para que esta atraves do Forproex atue de forma efetiva e que chame junto as/os reitoras/es pra que a Lei e Extensão seja aprovada. Temos muita luta pela frente, mas para isso a coordenação e as/os estudantes precisam reconhecer e assumir esta luta. Então como prioridade, temos de mapear os cursos de nossas IFES pra saber se eles equivalem a extensão como estágio. O grande perigo de não fazermos isso é ter o edital lançado e isso limitar a seleção de bolsistas pq os cursos naum se adaptam à lei e estágio que regulamenta a extensão. É capaz de diminuir o número de IFES que fazem parte do conex, e isso é um puta retrocesso entederam?

Ariii UFRGS diz: o interessante que ninguém da Coordenação do RS veio falar desse possível perigo para nós... talvez eles estejam tentando resolver sei lá

Elcio diz: Mas esse deve ser um levantamento no qual os bolsistas autonomamente se encarreguem de fazer???

Ariii UFRGS diz: bom, mas como vc disse, nós tb é que temos de ver isso junto com eles...

Danilo Historia UFS diz: autonomamente não, Elcio, é preciso que a coordenação naum só saiba que as/os bolsistas estão mapeando os cursos como assuma a responsabilidae em conjunto

Ariii UFRGS diz: pois é... por aqui não foi levantada essa questão....

Danilo Historia UFS diz: pq uma das formas de resolver isso é levando à coordenação geral de graduação de cada ifes e numa reunião do Conselho adaptar todos os cursos de uma vez só, ou então ir curso por curso. Também é mais fácil pra coordenação conversar com a pro-reitoria de extensão, sensibiliza-la e faze-la conversar com a reitoria. Ou seja, discutir a Lei de Extensão é uma tarefas de todas/os! Também é importante que todas/os nós leiam a lei de estágio!! Alguém aqui jah leu?

Ariii UFRGS diz: ainda não, preciso ir agora amigos


Elcio: ainda não... Danilo, existe algum documento que seja como um informativo para que os demais bolsistas possam se interar sobre este assunto???

Danilo Historia UFS diz: vcs viram também que a PL que regulamente pagamento de bolsa de extensão trata apenas das/os bolsistas e naum da coordenação?
Elcio, existe a relatoria que fiz. Na relatoria tem falando de todos os documentos que devemos ter conhecimento: o Edital, a PL da bolsa de extensão, a Lei de Estágio, a Lei e Extensão
todos o documentos estão nas lista do conexoesbrasil de do fneop

Elceio diz: Mas os documentos não estão comentados??? Acho que seria interessante se formular um documento informativo sobre todos esses outros, com os respectivos comentários...

Danilo Historia UFS diz: comentados como? somos nós que temos de discutí-lo, tirar dúvidas, sugerir mudanças/comentá-los

Elcio diz: sim...

Geilson Ribeiro: A melhor maneira de prever o futuro é inventar... está na conversa.

Elcio diz: Mesmo a galera lendo, não entenderão muito não... acharia melhor um documento que explicasse a importância e a urgência dessas deliberações...

Danilo Historia UFS diz: pow, por isso essa reunião. Era para todas/os terem lido e aqui formularíamos as nossas dúvidas. No que cada um pudesse acrescentar iríamos contruindo a nossa visão do conexoes. Num dá pra continuarmos à margem das discussões. esperando...

Elcio diz: mas nem todas as Ifes estão representadas...

Danilo Historia UFS diz: e naum são só as/os bolsistas

Elcio diz: por isso um documento...

Danilo Historia UFS diz: olha o que a Leonor falou, registrei no relatorio.
"Todos receberam a Portaria, mas apenas uma IFES – UFMA – mandou contribuição. Ou as pessoas não leram ou leram e não viram as implicações. E não foi mandado por e-mail, foi mandado por ofício. Agora vamos lançar assim, mesmo com a Lei de Estágio que condiciona ao projeto pedagógico dos cursos".

pow, um documento explicativo é muito bom, mas tb muito comodo ¬¬

Elcio diz: não acho cômodo não...

Danilo Historia UFS diz: bem, este naum é o ponto principal. Para naum ficarmos discutindo coisas menores

Elcio diz: Acho interessante, pois assim, poderíamos estender esta discurssão para todos os conexistas... claro... continuemos...

Lina Jorge e Jesus Cristo está na conversa.

Danilo Historia UFS diz: então. temos algumas ações básicas: discutir com a coordenação a chamada das pro-reitorias na luta pela lei de extensão, que estas levem a pauta para as reitorias; discutir a lei de estágio e a equivalencia com a extensão nos cursos; também temos de discutir com as coordenações a operacionalização da Agenda Propositiva, ou seja, o Seminario Nacional naum pode ter sido em vão - tem de por em prática aquela Agenda. Solicitem que as coordenações entrem em contato com as representações regionais e com o Tenório (UFRPE) representante nacional das coordenações.

Geilson Ribeiro: A melhor maneira de prever o futuro é inventar... saiu da conversa.

Danilo Historia UFS diz: certo? Leiam e discutam as implicações da Lei de Estágio, leiam o Edital do Conexoes 2009, leiam o relatorio da reunião em Brasília, vejam o resultado do Seminário Nacional, a Agenda Propositiva, ok?

Elcio diz: valeu...

Amaro Filho UFPI saiu da conversa.

Lina Jorge e Jesus Cristo diz: vixi

Danilo Historia UFS diz: opa? que foi?

Lina Jorge e Jesus Cristo diz: sei lá

Danilo Historia UFS diz: auuahuauauah soohhhHHH

Lina Jorge e Jesus Cristo diz: me parece q será leitura de documentos q n são condizentes entre si

Danilo Historia UFS diz: naum vejo assim, se puder explicar melhor. Porque a Lei de Estágio regulamenta o Edital do Conex, e a PL de Bolsa de Extensão garante o pagamento.

Lina Jorge e Jesus Cristo diz: aki no na UFRJ extensão não configura estágio

Danilo Historia UFS diz: mas isso depende do projeto pedagógico de cada curso, naum?

Lina Jorge e Jesus Cristo diz: ao que tudo indica

Danilo Historia UFS diz: se um curso disser que a extensão pode equivaler ao estágio, então está regulamentado. Se naum disser isso no projeto pedagogio, temos de defender esta mudança. Percebe o desafio do conexões? Isso porque estamos ligado à Lei de Estágio. O que queremos de fato é uma Lei de Extensão

Sabrina-Unirio diz: tenho um certo receio, pois um artigo da lei de estágio diz o estudante precisaria realizar atividade condizentes ao programa curricular, acho complicado para alguns cursos

Danilo Historia UFS diz: que tipo de complicação Sabrina? Porque alguns cursos que naum tem demanda no mercado, tipo museologia, podem mais facilmente estar disposto a se abrirem à extensão justamente para terem espaço pras/os alunas/os cumprirem o estágio

Sabrina-Unirio diz: não falo em prestadores de serviços, mas o PCS realizaria atividades que nem sempre estão diretamente relacionadas com as diretrizes curriculares de alguns cursos

Danilo Historia UFS diz: Sabrina, a realidade da UFRPE pode ser extendida a outras ifes, veja o que Tenorio diz
"Tenório relatou que na UFRPE paga-se o aluno via estágio pela Fundação. Não se paga nenhum tipo de bolsa, mas estágio pode. E a coordenação também recebe. ---> A justificativa é que o Conexões é relevante para a formação profissional das/os alunas/os". <--- amigas e amigos. estamos acodadas/os então sobre os desafios do PCS neste momento? tenho de ir temos de mapear a realidade dos projetos pedagógicos de cada curso de nossas ifes e temos de sensibilizar as pro-reitorias para estas dialogarem com as reitorias e todas/os juntas/os pressionarem para a efetivção de uma Lei da Extensão deixo este blog pra conhecimento geral
http://dub-o-matic.blogspot.com/
visitem tb o blog do feop ---->
feop.blogspot.com

Elcio diz: danilo, manda o grupo do fneop também...

Danilo Historia UFS diz: mandem um e-mail para Entrar no grupo:
fneop-subscribe@yahoogrupos.com.br

lá tem os arquivos, documentos e tudo mais
abraços colegas
repassem pras/os bolsistas e pra coordenação

Lina Jorge e Jesus Cristo diz: bom fim de semana

chaiene diz: bom fim de semana ...tchau

Elcio diz: boa feriadão para todos... UFRJ É O CALDEIRÃO!!!

Sabrina-Unirio diz: quem são vcs? Só conheço a amanda e o flavio? Precisamos nos conhecer melhor

Elcio diz: EU ESTIVE NO NACIONAL...

Danilo Historia UFS diz: xau a bons dias a todas/os

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A assistência estudantil frente a política neoliberal

Participação de Danilo (Fneop) no XXXI ERESS - Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social (AL, SE e BA), 10.04.09 na UFS

Mesa: "Reforma Universitária no contexto neoliberal"
Eixo 2: "Assistência estudantil frente à lógica neoliberal"

Meu nome Danilo, sou do curso de história, sou professor do ensino fundamental maior numa escola particular de bairro, atuo no movimento estudantil no Feop – Fórum de Estudantes de Origem Popular e no Movimento de Casas de Estudantes, na UFS no Merrelê – Movimento Resistência e Luta e no ME de História. O tema de minha monografia é sobre a assistência estudantil da UFS e para começar a falar da assistência estudantil frente a política neoliberal podemos conceituar o que é assistência estudantil.

Por assistência estudantil entende-se um conjunto de princípios que norteiam políticas de acesso, permanência e conclusão do curso na perspectiva de uma formação política e pedagógica com qualidade voltadas para as/os eop's – estudantes de origem popular. Mas quem são as/os eop's? Um perfil básico que podemos traçar é o seguinte: normalmente é a primeira geração no ensino superior, cursaram a maior parte de sua trajetória escolar em escolas públicas, pais com o ensino básico incompleto, renda familiar insuficiente para se manterem na Universidade e moradores de espaços populares como assentamentos ou periferias. De acordo com o PNAES – Plano Nacional de Assistência Estudantil - compreendem-se como ações de assistência estudantil iniciativas desenvolvidas nas seguintes áreas: I - moradia estudantil; II – alimentação; III – transporte; IV - assistência à saúde; V - inclusão digital; VI – cultura; VII – esporte; VIII - creche; e IX - apoio pedagógico.

Apesar de na maioria das vezes ser tratada como assistencialismo, em grande parte por conta da tradição paternalista e clientelista do Estado brasileiro, a assistência estudantil é um direito e deve ser reivindicada como tal. Como direito, não será dada e nem deve ser pedida. Direito se exige e se conquista. No ano passado tivemos dois casos bem exemplares disso que foram as ocupações de reitoria na UFS e na UFRB em defesa da assistência estudantil. Ambas foram vitoriosas. Dessa forma, as/os estudantes de origem popular, por terem um perfil próprio e uma demanda específica, no caso a assistência estudantil, também possuem organização própria, além do Feop, que é o Movimento de Casas de Estudantes estruturado na SENCE – Secretaria Nacional de Casas de Estudantes, uma vez que junto com o Restaurante Universitário a Residência Universitária é o programa de assistência estudantil de maior destaque.

Contudo, a política neoliberal – que desde a década de 80 vem ganhando cada vez mais espaço – tem atacado os direitos das/os trabalhadoras/es e das/os estudantes de origem popular, que de fato são as/os filhas/os da classe trabalhadora. Dentro da lógica do Estado Mínimo pregado pelo neoliberalismo, que na verdade é mínimo para as/os trabalhadoras/es e máximo para o capital, a assistência estudantil tem sido apontada como um gasto desnecessário. Na prática, tudo que acarreta gastos para o Estado deve ser eliminado, transferindo-se para a iniciativa privada, inclusive a educação. Isso quer dizer em outras palavras a privatização do ensino que tem como conseqüência direta para as/os eop's o fim da assistência estudantil. De uma forma mais ampla, a educação que antes era reconhecida como um direito e um verdadeiro instrumento de libertação e construção da igualdade, passou a ser tratada como serviço. Tornando-se assim um privilégio, já que dessa forma só está acessível a quem pode pagar.

Neste processo de privatização da educação, a assistência estudantil foi um dos primeiros alvos do neoliberalismo. No Brasil, as políticas neoliberais se intensificaram nos anos 90 e um marco negativo é o ano de 1997, no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando foi extinta do orçamento do MEC – Ministério da Educação – a rubrica específica que tratava da assistência estudantil. Isso aconteceu apesar da demanda potencial por programas de assistência situar-se em torno de 65%, sendo que apenas 2,6% dos estudantes das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) residem em moradias estudantis e apenas 74,5% das IFES possuírem Restaurante Universitário, segundo dados do FONAPRACE – Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis de 2004. A partir daí as IFES tiveram de custear a assistência estudantil dentro de seu orçamento geral.

Como conseqüência disso, hoje vemos uma assistência estudantil cada vez mais precária. Onde, numa tentativa ineficiente de atender à grande demanda, os benefícios estão sendo limitados às/aos estudantes, como no caso recente da Univasf – Universidade Federal do Vale do São Francisco – que teve repentinamente 45% de seu orçamento geral cortado pelo MEC e deste, a universidade cortou 75% do orçamento previso para a assistência estudantil. Sendo assim, para equilibrar a oferta de benefícios, cada estudante teria acesso a apenas um programa de assistência estudantil, por exemplo, se tivesse isenção de alimentação não poderia ter a residência, e vice-versa. Isso na prática inviabilizava a permanência das/os estudantes e vai de encontro ao PNAES que diz explicitamente que o direito a um benefício não impede o recebimento de outro. Felizmente este caso já foi resolvido e por sinal foi idealizado um Conselho de Assistência Estudantil onde o Feop teria uma cadeira. Reforço então aqui a idéia de que direito se conquista.

Contudo, em outros casos a situação continua caótica. Algumas universidades tiveram seus restaurantes fechados, pois o cargo de cozinheiroa/, por exemplo, foi extinto. Aqui na UFS mesmo existe essa preocupação, pois não se tem de fato uma proposta de como manter o Resun (Restaurante Universitário) aberto após a aposentadoria das/os funcionárias/os. Sabemos que algumas universidades conseguiram abrir restaurantes apesar da extinção do cargo de cozinheiro/a, mas para isso foi preciso muita luta das/os estudantes.

E neste sentido temos de ter em mente que o embate com o neoliberalismo é ideológico. Lutar contra o neoliberalismo é lutar contra o capital. Não podemos pensar em barrar o neoliberalismo e continuarmos com o capitalismo. Defender a assistência estudantil também é uma luta ideológica. É posicionar-se contra a realidade burguesa da universidade e propor um novo formato, onde a universidade possa refletir a realidade das/os estudantes de origem popular e ser de fato democrática. Mas democratizar o ensino superior não acontecerá apenas abrindo vagas, como propõem o Reuni. Além da expansão física, além de mudar a forma é preciso também mudar o conteúdo. Não é apenas uma questão de reforma da universidade. É o reconhecimento de para quem a universidade está proposta – seu conteúdo dialoga com quem? Por isso defender a assistência estudantil é reconhecer as/os estudantes de origem popular e defender de fato a democratização do ensino superior – que este esteja também voltado para as/os eop's, algo que o neoliberalismo desconsidera, sendo justamente o oposto.

Tratando-se das/os estudantes de origem popular, há uma lamentável situação que é a invisibilidade. A começar pelo vestibular que não reconhece a trajetória de vida das/os estudantes e as/os homogenizam ao fazerem a mesma prova e sofrerem a mesma avaliação. Isso está sendo questionado ao se adotarem as políticas de cotas e recentemente com a nova proposta de ingresso ao ensino superior apresentada pelo MEC. Mas dentro da lógica neoliberal, a responsabilidade pelo sucesso pessoal é transferida e depositada inteiramente no indivíduo. Assim, cabe ao indivíduo buscar por si só as formas de ingressar, se manter e concluir o curso. Essa lógica perversa distorce a assistência estudantil e deprecia as/os estudantes de origem popular que se sentem inferiorizadas/os por “precisarem” do auxílio da universidade. É muito comum a lamentação de não poderem conseguir seu sucesso acadêmico “por si só”. Por conta desta lógica assistencialista, as/os eop's se tornam reféns da assistência estudantil. Recentemente tivemos na UFS uma caso bem exemplar de como a responsável pela CODAE – Coordenadoria de Assuntos Estudantis – humilhava e fazia terrorismo psicológico com as/os residentes ameaçando cortar a bolsa. O que é um direito se torna favor. O cidadão se torna mendigo. Enfim, considerar o sucesso escolar como resultante único e exclusivo do mérito individual é uma das formas de encobrir as desigualdades sociais.

A assistência estudantil é o reconhecimento de que a universidade está aberta a todos os cidadãos de todas as classes sociais. Mas na forma que vem sendo tratada, a assistência estudantil está se tornando a institucionalização da elitização do ensino superior. A elitização já existe quando sabemos que o preenchimento das vagas em determinados cursos está condicionada ao recurso financeiro disponível para se investir no capital cultural. Pois diferente do liberalismo clássico, da época da burguesia nascente, que propôs os direitos do homem e do cidadão, entre os quais, o direito à educação, o neoliberalismo enfatiza mais os direitos do/a consumidor/a do que as liberdades públicas e democráticas e contesta a participação do Estado no amparo aos direitos sociais. A liberdade que postula é a liberdade econômica das grandes organizações, desprovida do conteúdo político democrático proposto pelo liberalismo clássico. Isso quer dizer que para além da situação atual de precarização da assistência estudantil, o que se propõem de fato para as universidade públicas é o fim da gratuidade do ensino. Como disse o professor Alfredo Julien, do departamento de História, a única liberdade que deu certo foi a liberdade de consumo.

Pelo que já foi exposto, podemos concluir que a idéia de assistência estudantil é diretamente oposta à lógica neoliberal, à lógica mercantilizadora da educação. Nas palavras de Maria da Graça Bollmann, Presidente da Associação de Educadores da América Latina e do Caribe, “a escola precisa formar cidadãos críticos, para que não sejam definidos e redefinidos pelo mercado”. E completando com a idéia de Orlando Pulido, “O fundamental, no entanto, para ampliar a capacidade de resistência, é construir projetos de alternativa política. Apesar de o neoliberalismo estar em crise, após isso surgirá uma alternativa dentro do próprio capitalismo. Afinal, um dos efeitos deste modelo foi ter desaparecido com os partidos e retirado dos movimentos sociais a capacidade de construir alternativas políticas. Temos que superar isso e garantir a capacidade de construir organizações políticas alternativas com condições de disputar a hegemonia”. É fundamental que a universidade não seja um espaço de absorção pelas/os estudantes de origem popular da ideologia burguesa. A assistência estudantil, entre outras coisas, deve ter a capacidade de valorizar o saber popular. De garantir a diversidade social, ao invés de acabar com ela. Para tanto, não podemos esquecer que a luta das/os estudantes de origem popular não está desassociada da luta das/os trabalhadoras/es, da emancipação da mulher, da diversidade sexual e étnico/racial, ou seja, da pluralidade da sociedade. E para lutar é preciso mais do que saber o que nos separa, é preciso saber o que nos une.

Referências
Bia Barbosa. GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO REQUER SUPERAÇÃO DO NEOLIBERALISMO.
Projeto do XXXII Encontro Nacional de Casas de Estudantes. UFSM, 2008.
PNAES – Plano Nacional de Assistência Estudantil.

Bloco de debates
Fabiano (UFAL): Não dá para falar em democratizar o acesso sem tocar na permanência. Na UFAL houve um corte de 50% na assistência estudantil.
Taéssia (UCSal): como falar da assistência sem falar da permanência? Como sou bolsista do Prouni não tenho direito a ter uma bolsa pesquisa, então qual o sentido de ter o acesso se não tenho garantida a permanência?
Danilo (Fneop): Fabiano tem de ter cuidado ao questionar a mesa dizendo que falar de democratização é preciso falar de permanência. Estamos num debate sobre assistência estudantil e isso é permanência. Já o caso da Taéssia, isso é uma questão de concepção e aí reforço que é uma disputa ideológica. Para o governo ninguém pode receber dois benefícios financeiros, então se você recebe desconto pelo Prouni não pode ter uma bolsa de pesquisa remunerada. Outro exemplo de concepção é o que significa permanência para o governo. Ao discutir um edital para um programa de permanência sugeri que no texto sobre a bolsa ficasse explícito que é uma bolsa de permanência pedagógica, ou seja, o estudante terá direito a comprar materiais como computador, câmara digital, etc. Mas isso não foi possível, porque para o governo permanência representa o básico: alimentação e transporte. Por isso reforço que a disputa é de concepção, é ideológica.

Leonardo (UFAL): É muito caro para cada estado bancar a assistência estudantil, por isso ela só virá através da lutas das/os estudantes.
Adaílton (EAD): não concordo com a professora Josiane quando ela diz que é contra a educação à distância na graduação. Na minha cidade não tem universidade presencial, então faço EAD porque preciso me capacitar.
Danilo (Fneop): é importante reconhecer a assistência estudantil, mas também é preciso reconhecer as/os estudantes de origem popular. Defender a assistência estudantil para que as/os eop's permaneçam na universidade, mas absorvam a ideologia burguesa é contraditório. Por isso defender a assistência estudantil é um debate ideológico. E Adaílton, cuidado para não absorver o discurso neoliberal da capacitação. Universidade não é para capacitar as pessoas, senão não haveria diferença para o ensino técnico. A Universidade é um espaço para formular um projeto de sociedade.

Tapioca: mesmo com a expansão proposta pelo Reuni quem está entrando na Universidade? E não podemos perder o foco, não é lutar por uma universidade particular de qualidade, mas sim lutar pelo ensino público de qualidade.
Cíntia: universidade privada é a privatização do ensino defendida pelo neoliberalismo.
Paulinha (UFS-recém formada): ser contra o Reuni é afirmar o que defendemos: ensino público, gratuito e de qualidade.
Danilo (Fneop): apesar de Tapioca ter falado antes de Cíntia, a fala dela completa bem o cuidado que devemos ter. A privatização da educação começou com a abertura em larguíssima escala das universidade privadas e tenta se completar agora com o fim das universidade públicas, do ensino gratuito. Quando defendemos a assistência estudantil estamos sendo frontalmente contra a ideologia neoliberal, já que uma é o oposto da outra.
Em toda minha fala sobre assistência estudantil não usei palavras como pobre ou carente que outras pessoas acabaram falando. Por que isso? Porque reconhecer essas/es estudantes como pobres estamos nos referindo apenas à sua condição financeira e esquecemos da cultura riquíssimas que possuem e não valorizamos o seu saber popular. Chamar de carente é reconhecê-las/os pelo que não possuem e ainda assim há falhas, pois, por exemplo, a cantora Janis Joplin era carente de afeto. Devemos reconhecê-las/os pelo que possuem e elas/es possuem um saber popular incrível, por isso a expressão estudantes de origem popular.

Relatoria reunião executiva conexoes secad 30.03.09 Relatoria reunião executiva nacional do conexões nacional do programa conex

Fórum dos Estudantes de Origem Popular


reunião da coordenação executiva nacional do programa conexões de saberes

30.03.09 na sala do MEC/Secad em Brasília


Cheguei às 9:30h no prédio do MEC/Secad e fui para a sala da Secad. A sala tem diversos cartazes dos eventos e programas desenvolvidos. Vários quadros brancos, uns com telefones do pessoal que trabalha na sala e um com a situação orçamentária de cada IFES do Conexões, sendo que apenas uma IFES (não anotei qual) não tem o dinheiro descentralizado.


A reunião começou às 10:15h. Os presentes eram Leonor (Secad), Tenório (UFRPE - Representante das/os coordenadoras/es), Danilo (UFS – representante do Feop), Alexania (Secad) e Paula (Secad).

Pauta: Edital 2009 do Programa Conexões e Portaria que regulariza o pagamento de bolsa para estudantes


Marta Bran (não sei como se escreve o nome dela) foi quem preparou a Portaria. Leonor se encontrou com com ela sexta passada (27.03.09). A portaria só tem validade com base legal e a nossa base é a Lei de Estágio. Acontece que o projeto pedagógico dos cursos de graduação precisa estar em concordância com esta lei, isto é, os cursos precisam reconhecer a atividade de extensão como estágio. Isso é fundamental para o Conexões.

Tenório sugeriu que a bolsa extensão fosse paga pelo CNPQ. Leonor ressaltou que o MEC através do FNDE não tem base legal para pagar a bolsa de todos os programas. Tem para o Brasil Alfabetizado (mas não paga coordenação) e tem para o Capes (mas é só pesquisa). A UnB pagou as/os bolsistas pela monitoria, mas na UFES a monitoria é apenas para pesquisa, não inclui extensão. Na UFMA o pagamento das/os bolsistas é feito pelo auxílio estudantes, mas o FNDE não aceita o pagamento em dinheiro, apenas em benefício (alimentação, transporte). Vamos ver como será justificado.

No edital ver como incluir os mestrandos, pois temos as experiências da UFRPE e da UFS de ex-conexistas que se formaram e estão no mestrado, mas não puderam continuar no Conexões.

Leonor acha que a portaria não resolve. Pode ajudar para 2009, mas enquanto a coordenação não receber não resolve. Com a Portaria dando base legal à extensão através da Lei do Estágio será necessário que cada coordenador/a vá em cada curso da sua IFES defender a mudança do projeto pedagógico para que este reconheça a extensão como estágio. Esta mudança passa pelo colegiado de curso ou pela Pró-Reitoria de Graduação e a reunião do Conselho de Curso.

Levantou-se a possibilidade de propor o Conexões como Projeto de Extensão para receber dispensa de carga horária, mas ainda assim a coordenação não poderá receber, pois o Conexões estaria institucionalizado. Tenório destacou que na UFRPE não é possível conseguir a redução de carga horária.

Destacou-se que normalmente as coordenações não se empenham em resolver os problemas do Conexões porque possuem projetos de pesquisa.

Leonor observou que a portaria não contempla a pós-graduação.

O Forproex tem de lutar por sua pauta, a Lei de Extensão. A lei só sai se tiver pressão de fora. Para o Ministro, esta não é uma pauta prioritária. No momento a prioridade é a Lei de Cotas e o Estatuto da Igualdade Racial. A bancada de educação do PT disse que até pode colocar em pauta a Lei de Extensão, mas não vai andar. Depender da Câmara vai ser difícil. Só entra pela Casa Civil e para isso é preciso pressão externa do Forproex, Andifes e CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras). Algumas secretarias do MEC – não é o caso da Secad – acham que é má vontade das IFES.

O Ministro Fernando Haddad não irá pressionar os reitores. Então precisamos que as/os pró-reitoras/es o façam. Temos uma minuta do Projeto de Lei da Extensão que está parada porque não é prioridade do ministro. Obs: esta minuta será enviada para nós.

Além dessa dificuldade que temos, há outras demandas como o caso da portaria que regulamenta as terras quilombolas (ADI 3.239). Também temos de lutar contra isso.

Essa pauta da extensão é antiga, mas nunca foi tratada de forma efetiva. É preciso, por exemplo, que o Forproex se coloque mais junto aos reitores. Mas temos o problema de que muitas/os pro-reitoras/es mudaram no ano passado e agora não sabemos como é a atuação delas/es.

Haverá uma reunião dos reitores no Rio de Janeiro sobre o Reuni que tratará também da extensão. É preciso estarmos lá. Estamos em um momento crítico: ou resolve ou acaba o Programa Conexões. Ano passado, em agosto, todo o dinheiro estava descentralizado, mas metade dele voltou em dezembro. Isso por conta da falta da sensibilidade das IFES e de conhecimento de algumas coordenações. Percebemos que as IFES que tiveram problemas com o TCU foram justamente aquelas que não mandaram o projeto no tempo. Essa falta de comunicação se repetiu quando solicitamos contribuições para o Edital – apenas a UFMA mandou contribuição.

Tenório relatou que na UFRPE paga-se o aluno via estágio pela Fundação. Não se paga nenhum tipo de bolsa, mas estágio pode. E a coordenação também recebe. A justificativa é que o Conexões é relevante para a formação profissional das/os alunas/os. Leonor destacou que é justamente isso que a portaria pede, mas estágio foge do perfil do Conexões, pois não tem diálogo com a comunidade.

Obs: para mexer na portaria de 2009 teremos de rever a Portaria de 2006 que criou o Conexões. Nesta portaria, o ponto II poderia incluir o pagamento de bolsa, mas está muito amplo, era preciso estar mais explicitado.

Tendo a extensão baseada na Lei do Estágio é preciso seguir toda a burocracia. Os cursos tem normalmente dois estágio: o curricular o o extracurricular. De 2005 para cá todos os cursos devem ter estágio, alguns como não possuem demanda no mercado terão de buscar outros modelos como extensão. Alguns cursos poderemos ter problema porque exigem atuação dentro do ambiente de trabalho, mas isso não tem problemas, pois o pessoal da licenciatura, por exemplo, pode ir para escola sem necessariamente estar numa sala de aula. O problema seria a necessidade de um(a) supervisor(a) que tem de ser da área. Para resolver isso teria de se pensar na composição da coordenação baseada no perfil dos cursos das/os conexistas. Exemplo: em alguns lugares a maioria das/os conexistas são das licenciaturas, então alguém da coordenação ser da pedagogia. Ou buscar uma relação com a Proex que tem outros programas com professoras/es de outras áreas.

A Lei do Estágio permite renovação. Contrato de 1 ano e renovação por mais 1 ano.

Portaria. No artigo 1 não pode tirar monitoria e iniciação científica porque está na Lei do Estágio (obedecer lei maior) e porque a retirada restringe ao invés de ampliar.

Artigo 2: foi questionado porque limitar a bolsa ao valor da iniciação científica se existem outros estágios com valor maior? Leonor ficou de discutir isso com Marta Bran. No texto tirar “até” e por “no”, colocar também “bolsa de pesquisa”. Não podemos dizer que o valor será no mínimo igual ao da iniciação científica porque delimita o valor, sem delimitação é mais fácil para as IFES assumirem o Programa. Não corremos o risco da bolsa se basear em outros programas com remuneração menor porque todos eles terão de se adaptar à Lei do Estágio. E temos de lembrar que esta é uma lei geral para a extensão e não apenas para o Conexões.

Ao discutir o projeto pedagógico do curso ter cuidado para não fechar o período de estágio, pois o Conexões absorve as/os alunos dos primeiros períodos. Neste sentido, melhor trabalharmos na Lei do Estágio com o estágio não obrigatório.

Prever também o valor do seguro já que temos por base a Lei de Estágio.

A Portaria foi para resolver o problema de pagamento das bolsas. Agora é fazer uma resolução para tal.

Tenório levantou a possibilidade que a bolsa fosse travestida em auxílio à/ao estudante, ao invés de receber a bolsa, recebe o equivalente em dinheiro, mas referente ao vale transporte. Leonor explicou que isso não é possível, pois o auxílio estudante é dado em benefício, ou seja, não seria dado em dinheiro, mas em vales transportes. O que comprova o pagamento do benefício é a compra dos vales e não a ida à área para atuar.

Tenório apresentou outra possibilidade. Ao invés de bolsa seria ressarcimento – a/o bolsista iria gastar um certo valor para desenvolver suas atividades e então temos de pagar esse certo valor que ele gastará (ou gastou). Leonor ficou de ver o que pode ser pago como ressarcimento – alimentação, transporte, material didático? No edital, item 5.6.1. fala-se em auxílio estudantes. Perguntar ao FNDE o que inclui – se inclui alimentação, transporte, participação em eventos, etc.


12:10h pausa para o almoço.

Eu e Tenório seguimos a sugestão de Leonor e fomos na quadra perto dali procurar um lugar para almoçar. O primeiro restaurante era comida a quilo a preço de R$ 18,00 o quilo, achamos caro e procuramos outro lugar. Mais à frente achamos um de R$ 6,00 onde fazemos o prato à vontade, sendo limitado apenas a carne a dois pedaços. Infelizmente a comida já havia acabado. Perguntamos onde mais poderíamos comer e nos indicaram um restaurante na outra quadra. Chegamos lá era R$ 9,00 para a atendente colocar a comida à nossa vontade limitando a carne a dois pedaços. Ficamos neste e dividimos um refrigerante. Conversamos sobre o Conexões e a mudança do sistema de ingresso à universidade pública.


14:23h retorno da reunião

No intervalo Alexania e Paula conversaram com o financeiro e a informação é de que o pagamento de bolsa extensão só é possível mediante lei específica. Recomendou-se uma reunião em conjunto com o FNDE e o Sesu (pois este é uma extensão universitária) para darem o parecer.

Sobre o auxílio estudante não pode ser em dinheiro, só em benefício. E é preciso uma lei específica.


* Ressarcimento como pode ser auxílio estudante? Aceita recibo da empresa de transporte? Lei do voluntariado.

Como comprovar o ressarcimento? Pessoa física passa recibo referente a alimentação e transporte.

(Esta parte das minhas anotações não consegui desenvolver em texto, foi malz) *


A Lei 11.276 é para formação de professores (UAB), não nos serve.

O FNDE paga oficineira/o do Escola Aberta pela Lei do Voluntariado. Não é pagamento é ressarcimento pelo deslocamento. Mas a Lei do voluntariado não é o nosso caso.

Leonor: Nosso grande problema é que precisamos de um amparo legal! Tentamos fugir da lei, mas sempre caímos nisso. Este ano não teremos como aprovar a lei, mas talvez ano que vem sim. Paula: ano passado foi dito a mesma coisa...

Tenório. Se a portaria é para equivaler a extensão à Lei do Estágio, então façamos menção da lei diretamente no Edital, assim eliminamos a burocracia da portaria. Leonor: o problema é que isso só resolveria o Conexões. Então podemos fazer os dois, pois adianta o Conexões e deixa andar a Portaria. Vamos tentar isso, se aceitarem melhor para nós.

A Lei de Estágio dá a possibilidade do pagamento de bolsa. A portaria é a confirmação disso, é a nossa base legal.

Colocando diretamente no Edital a Lei do Estágio, isso impõem a mudança do projeto pedagógico dos cursos. Paula: a curto prazo pode diminuir o número de IFES no programa, mas a médio prazo seria resolvido. A Lei do Estágio não prevê pagamento para supervisor(a). Se previsse resolveria o pagamento da coordenação.


Encaminhamento = Fazer modificação do Edital e enviar à assessoria Jurídica para ver se aceitam.

Encaminhamento = Pedir às/aos coordenadoras/es que verifiquem a situação do Projeto Pedagógico de cada curso (podem pedir ajuda à/aos bolsistas). Ver com a Pró-Reitoria de Graduação e o Pró-Reitor(a) de Ensino a equivalência do estágio e extensão. O Edital 2009 depende disto.


Talvez as IFES não acompanhem as mudanças de curso e isso diminuiria o número de IFES para o Conexões. Mas agora as CEFET's entram como IFES. Para não perder o orçamento, abrir para as Universidades Estaduais, pois talvez algumas IFES não entrem no Programa e o dinheiro acaba voltando. Por outro lado, as IFES que têm resistência às Ações Afirmativas irão desistir, principalmente as do norte do Brasil.

Foi questionado se seria possível começar o Conexões com menos de 30 bolsistas, pois alguns cursos podem ficar de fora. Isso será avaliado ao se enviar o Projeto concorrendo ao Edital.

Tenório buscou pensar pelo viés de que se o conexões é pesquisa/ensino/extensão de forma indissociável. Assim o professor seria o orientador, então ele poderia receber pela pesquisa. Leonor argumentou que não há base legal para isso.

Indicação de analisar o Plano Nacional de Extensão.

Poderíamos contemplar isso tudo e caracterizar o Conexões como pesquisa. Aí estaremos embasados pela lei. Mas queremos é o reconhecimento da extensão. Outro problema é que a pesquisa não dialoga necessariamente com as comunidades.

Na portaria de 2006, o item V fala de pesquisa.

A Escola Aberta terá outro Edital, por isso o Conexões terá apenas duas/dois coordenadoras/es (um/a geral e outra/o coordenador/a-adjunta/o).

É preciso correr atrás das parcerias e da contrapartida das IFES. É importante um/a técnico/a administrativo. Se não for dado pela IFES pode contratar e pagar como pessoa física – o que não é o ideal.

Sobre o Edital, discussões e alterações.

Não usar a denominação sub-coordenador/a e sim coordenador/a-adjunto/a. As atribuições dos membros vem pelo projeto, mas a do/a coordenador/a-adjunto/a já inclui cuidar do sistema de monitoramento.

No item 1, IV: sobre a proposta de incluir no Edital a coleta de dados da comunidade, argumentou-se que não precisa explicitar porque é obrigação fazê-lo ao se propor atuar numa comunidade. O Termo de Referência faz menção a isso no item 4.2.3. E é exigido uma ação qualificada e isso significa fazer o diagnóstico (pesquisa) da comunidade.

Item 5.6. A redação dos recursos é aquela que cabe no FNDE.

Item 5.6.1. Não dá para incluir a expressão “permanência pedagógica” porque para o Governo a idéia de bolsa refere-se às necessidades básicas. Mas isso não impede das/os bolsistas administrarem seu dinheiro.

Sobre explicitar que a bolsa do Conexões não deve cancelar os benefícios isso fica a cargo da interpretação de cada IFES sobre o que é assistência estudantil. Benefício é remuneração, por isso uma mesma pessoa não pode receber dois benefícios, mas assistência estudantil não é benefício é garantia de isenção, então não pode ser cortada por causa da bolsa do Conexões. Mas isso depende da interpretação da IFES.

5.6.2. O valor fica situado entre 10% e 20%.

5.6.3. O valor fica situado entre 20% e 30%.

5.7. Ao final fazer referência à dimensão I (ver item 2.2.).

5.8. Ao final fazer referência às dimensões II e III (ver item 2.2.). As dimensões já delimitam a proposta das publicações. E a idéia é que as publicações das/os bolsistas sejam em nível regional (refletir as questões locais) e a nível nacional quem fariam seriam as/os coordenadoras/es.

6. A comissão técnica que avaliará os projetos será composta em sua maioria por pessoas de fora do MEC.

8.2.6. A articulação dos Seminários Regionais fica por conta das/os representantes regionais. Pensou-se na possibilidade de se realizar o regional e o nacional em anos alternados.

Leonor: estamos vendo a elaboração de uma agenda de trabalho para as/os coordenadoras/es.

Existe um Projeto de Lei da Extensão. Na verdade é uma minuta. Ela está pronta. Foi conversado com todos os programas de extensão e com o Forproex, foram dadas as colaborações e encaminhada ao ministro, mas não caminha (falta de prioridade).

Tenório após o III Seminário Nacional do PCS pontuou algumas questões para o Conexões. Avaliar o III SNPCS; Elaborar estratégias de mobilização para aprovar a PL de Extensão; Traçar a identidade as/os professoras/es que fazem extensão; Buscar estratégias para operacionalizar a Agenda Propositiva.

Tenório também sugeriu que se fizesse daqui a dois ou três meses os seminários locais e regionais e que neles fossem discutidas a PL e a Agenda Propositiva. Os Conexões locais respondem às/aos representantes regionais que sistematizarão junto com a Secad, Forproex, Reitores e outros. Leonor destacou que é melhor atuar com os/as Pró-Reitoras/es de Extensão.

Leonor: o que temos é a PL, a Portaria e o Edital. Então é isso. Todos receberam a Portaria, mas apenas uma IFES – UFMA – mandou contribuição. Ou as pessoas não leram ou leram e não viram as implicações. E não foi mandado por e-mail, foi mandado por ofício. Agora vamos lançar assim, mesmo com a Lei de Estágio que condiciona ao projeto pedagógico dos cursos.

Tenório: é preciso mobilizar as/os coordenadoras/es.


Encaminhamentos:

= Ler com cuidado a Lei do Estágio, pois é ela a base legal do Edital e da Portaria.

= Possibilidade de reunião em conjunto com o FNDE e o Sesu para darem o parecer sobre o pagamento no Conexões.

= Ler o Plano Nacional de Extensão.

= Enviar para a Coordenação Executiva a minuta do Projeto de Lei da Extensão.

= Coordenador/a vá em cada curso da sua IFES defender a mudança do projeto pedagógico para que este reconheça a extensão como estágio.

= Mobilizar as/os coordenadoras/es – lutar pelo conexões e melhorar a comunicação.

= Sensibilizar as/os Pró-Reitoras/es de extensão para atingir as/os reitores. A Lei do Estágio só sai com pressão externa do Forproex, Andifes e CRUB.

= Se organizar para participar da reunião de reitores no Rio de Janeiro que discutirá o Reuni e pautará a extensão.

= Fazer menção da Lei de Estágio diretamente no Edital e enviar à assessoria Jurídica para ver se aceitam – assim eliminamos a burocracia da portaria, pois adianta o Conexões e deixa andar a Portaria.

= Abrir o Edital para as Universidades Estaduais para não correr o risco de perder o orçamento.